Resumem-se algumas das datas mais significativas da história da Guarda Nacional Republicana e das Guardas suas antecessoras. - 1383 - Criação do Corpo de Quadrilheiros - 1385 - Vitória de D. Nuno Álvares Pereira nas batalhas de Aljubarrota e Valverde - 1389 - D. Nuno lança a 1.ª pedra do Convento do Carmo - 1422 - D. Nuno despoja-se de todos os seus bens, passa a residir no Convento do Carmo de Lisboa. Em 1423 torna-se semi-frade (donato Carmelita) - 1431 - D. Nuno morre numa pequena cela do Carmo - 1580 - Na crise dinástica, o Carmo de Lisboa apoia o Prior do Crato. Nesse ano partem do Carmo de Lisboa os primeiros missionários para o Brasil - 1640 - Restauração da independência nacional. Ampliação do Convento - 1755 - Terramoto de Lisboa. Início da decadência do Convento do Carmo, que inicia poucos anos depois a sua ocupação militar. - 1801 - Criação da Guarda Real da Polícia de Lisboa. Desde o início o Quartel do Carmo esteve ao serviço desta primeira Força de Segurança organizada em moldes modernos (força profissional com organização militar, hierarquizada e permanente, assente na dupla dependência: para a "disciplina militar" do General das Armas da Província e quanto ao exercício das suas funções do "Intendente Geral da Polícia" - 1834 - Extinção da Guarda Real da Polícia. Criação em sua substituição da Guarda Municipal (de Lisboa e do Porto). Esta nova Guarda manteve na essência as características da sua antecessora. Nesse ano foram extintas as ordens religiosas: assim "caiu" o Convento do Carmo - 1845 - O Carmo passa a funcionar exclusivamente como Quartel da Guarda Municipal de Lisboa. Desde então, ininterruptamente e até hoje, funciona como Comando das Guardas Militares de Polícia em Portugal. - 1865 - Quartel do Carmo passa a Comando-Geral das Guardas Municipais de Lisboa e do Porto - 1910 - Com a República são extintas as Guardas Municipais de Lisboa e do Porto e criadas transitoriamente as Guardas Republicanas de Lisboa e do Porto - 1911 - As Guardas Republicanas passam a Guarda Nacional Republicana, por decreto de 3 de Maio, sendo esta a primeira Força de Segurança de âmbito nacional. A ocupação de todo o território (quadrícula) nacional foi um lento processo de "ruralização" que se prolongou até ao Estado Novo. - Até 1926 - A República apostou na GNR que teve grande protagonismo até poucos anos antes da instauração da ditadura militar em 1926. Desempenhou importante papel até 1921. A partir daí e com a decadência da 1.ª República entrou em decadência. Nos tempos agitados da 1.ª República o Quartel do Carmo de Lisboa serviu múltiplas vezes como "refugio" de diversos Chefes de Estado, de Governo e ministros. - 1926 - Ditadura Militar. Desde 1921 e após a instauração da ditadura militar a GNR viu reduzidos os seus efetivos. Em 1927 foi criada a PSP. - 1933 - Instauração do Estado Novo. Até aos finais da década de 60 a GNR permaneceu com efetivos reduzidos. - 1961 - Início da guerra em África. Antes do seu anúncio, no chamado "golpe de Botelho Moniz", o Ministro do Interior e mais tarde o próprio Salazar refugiaram-se no Quartel do Carmo - 1970 - Extinção da Polícia de Viação e Trânsito e criação da Brigada de Trânsito da GNR - 1974 - No dia 25 de Abril, a ditadura "caiu" no Quartel do Carmo, verdadeiro "ex-libris do 25 de Abril" e das Revoluções em Portugal. A GNR adaptou-se à nova conjuntura nacional e os seus efetivos foram sendo progressivamente ampliados. - 1993 - Extinção da Guarda Fiscal e sua integração na GNR, com a criação da Brigada Fiscal. Os Batalhões da GNR passam a designar-se Brigadas, de comando de Majores-Generais. - 2008 - Extinção do Corpo de Polícias florestais e integração do seu efectivo no Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente da Guarda Nacional Republicana. - 2008 - Extinção do Chefe de Estado-Maior e criação dos órgãos superiores de comando e direção. As quatro Brigadas Territoriais são extintas e criados os Comandos Territoriais com comando nas capitais de distrito e regiões autónomas. - Atualmente - A GNR continua a prestar um importante serviço de segurança à República Portuguesa e aos seus cidadãos. Tem-se destacado ainda em missões internacionais humanitárias e de apoio à paz, com destaque para os Teatros de Operações do Iraque, Bósnia-Herzegovina, Timor e Afeganistão.